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PLANTÔ

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Como higienizar os vegetais da cesta

Vegetal que vem da roça vem com terra, e terra é onde mora o que causa problema. Água corrente tira a sujeira que se vê. A parte que não se vê pede solução clorada, na diluição certa e pelo tempo certo.

Folha verde sendo lavada uma a uma sob água corrente na pia da cozinha

Por tipo

Cada grupo tem um detalhe

A ordem das cinco etapas não muda. O que muda é onde a água não chega, quanto tempo aguenta e o que fazer depois de secar.

Folhas

alface, rúcula, couve, espinafre, acelga

  • Solte as folhas do maço antes de lavar. Maço fechado esconde terra na base, e é justo ali que ela se acumula.
  • Seque muito bem. É a etapa que mais pesa na durabilidade: folha guardada úmida escurece em dois dias.
  • Vale higienizar tudo na chegada. Seca e guardada em pote com papel toalha, a folha dura a semana e já sai pronta para o prato.

Raízes e legumes

cenoura, beterraba, batata, abobrinha, chuchu

  • Escovinha na casca, reservada só para alimento. A esponja da louça não serve.
  • Se vão ser descascados, higienize assim mesmo: a faca leva para dentro o que está do lado de fora.
  • Aqui vale o contrário da folha: raiz com terra se conserva melhor suja e seca. Higienize na hora de usar.

Brócolis e couve-flor

e qualquer coisa com buquê fechado

  • Separe em buquês antes do molho. Inteiro, a solução não alcança o meio, e o meio é onde se esconde bicho.
  • O talo grosso vai junto: descascado, ele cozinha igual e rende tanto quanto a flor.

Frutas

banana, maçã, laranja, mamão

  • Casca grossa aceita escova. Casca fina, só a mão.
  • Fruta que amassa fácil não vai de molho: lave em água corrente na hora de comer.
  • Higienize também a que se descasca. A casca encosta na polpa quando você abre.

Temperos e ervas

salsinha, cebolinha, coentro, manjericão, hortelã

  • Tire folha murcha e talo machucado antes, não depois.
  • Molho igual ao das folhas, sem apertar o maço.
  • Secagem delicada: pano limpo ou centrífuga na velocidade baixa. Erva amassada perde o cheiro.

A regra que resume tudo: o que você vai comer cru e o que estraga rápido, higienize na chegada. O que tem casca dura e vai ao fogo, deixe para a hora do preparo.

Atenção

O que não funciona

Circula muita receita caseira de higienização. Algumas só não ajudam. Outras atrapalham, e uma delas é perigosa.

  • Vinagre não desinfeta

    É o mito mais comum, e o mais custoso: quem usa vinagre acredita que a etapa foi cumprida. Vinagre não tem a capacidade do cloro de eliminar microrganismos, e não é registrado para essa finalidade. Serve para temperar, não para higienizar.

  • Bicarbonato não substitui

    Pode ajudar a soltar resíduo de superfície em fruta de casca consumível. Não faz o trabalho microbiológico, que é o motivo da etapa de molho. Um não troca pelo outro.

  • Sabão e detergente não entram

    Vegetal é poroso e absorve o que se coloca nele. Detergente não foi feito para ser ingerido, e o enxágue não tira tudo.

  • Água corrente sozinha não basta

    Ela tira a terra e reduz muito a carga da superfície — por isso é a segunda etapa, e não pode ser pulada. Mas não elimina o que ficou. Lavar bem e desinfetar são duas coisas diferentes.

  • A mesma solução não serve para a cesta inteira

    O cloro se consome ao encontrar terra e matéria orgânica. Na terceira bacia, a água está turva e já não faz mais o que fazia na primeira. Troque a solução a cada leva.

  • Nem todo produto com cloro serve

    O rótulo precisa indicar desinfecção de alimentos. Fora disso, vem com alvejante, perfume ou espessante, que não devem encostar em comida. E confira a concentração: ela muda de marca para marca.

Uma coisa que nunca se faz

Não misture o produto com cloro a vinagre, limão, bicarbonato, álcool ou detergente. A mistura pode anular o efeito dos dois e liberar gases que irritam olhos e vias respiratórias. Cloro trabalha sozinho, diluído só em água.